— Ꭺʀᴋᴀɴᴜᴍ;

But your innocence is mine

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But your innocence is mine

Mensagem por Mandy Vladisk em 14/6/2016, 18:42



But your innocence is mine


Está é uma RP fechada entre Charles e Mandy Vladisk. Qualquer post de terceiros será ignorado.
A RP acontece no dia 7 de outubro, as 22 horas em Elrond - Sala de Espera

att@ sa!


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Re: But your innocence is mine

Mensagem por Charles Smith Dublin em 14/6/2016, 19:33





Lobos e Vampiros – Capítulo  1


Não posso dizer que estar em Elrond me trazia uma boa sensação, que me remetia aos tempos de minha mocidade, quando ainda fazia parte das fileiras de jovens soldados que serviam os Guardiões de Elrond e sonhava um dia se tornar lendário quanto a qualquer um dos Guardiões Místicos que passaram por esta terra. Está ali me fazia se recordar das batalhas travadas ao lado de meu cunhado e de como o mundo sofreu com a ascensão das Trevas, o que para ser franco, não me traz saudade alguma daquela época. Fora ali também que vi a minha amada esposa pela primeira vez e devo admitir que desde então não a pude tirar de minha cabeça. Amanda sempre fora perfeita, linda, com curvas delicadas, mas completamente capazes de tirar o meu fôlego. Claro que não foi uma missão fácil conquista-la. Para ser bem franco, foi bem mais difícil do que as batalhas com Cavaleiros Negros, minha rainha exigiu praticamente todas as minhas habilidades galanteadoras para finalmente ceder as minhas investidas e cair em meus braços.

Se não estou engando, nosso romance começou logo após a grande Batalha de Elrond, quando nossos povos marcharam para o Norte e Amanda fora declarada como a rainha de Arkanatus, assumindo o lugar que muitos imaginavam que pertenceriam a Vito, mesmo que naquela época muito se soubesse como estava a real situação do vampiro, uma vez que não fazia muito que a alma de seu tio havia sido selada em seu corpo, aliás, selo que até hoje não se sabe por quanto tempo será capaz de aprisionar o senhor das Trevas, mas acho que este é um assunto para outro dia.

A viagem para Elrond havia sido cansativa, mas como já era de se imaginar, Kimberly, como anfitriã era excepcional e tratou para que fossemos recebidos da melhor maneira possível, praticamente nos fazendo se sentir em casa, o que não era difícil para minha esposa, uma vez que havia nascido e crescido dentro daquele majestoso castelo. O jantar também fora servido com perfeição e nem mesmo a presença dos rebeldes e dos St’s Johson foram capazes de quebrar a harmonia planejada pela vampira. Amanda parecia estar contente em estar de volta ao seu lar, principalmente ao lado de suas sobrinhas, mas eu a conhecia bem o suficiente para ver que estava chateada, magoada e muito brava com seu irmão, o qual sequer dignou a aparecer no jantar, o que também não me causou estranheza. Se eu a conhecia bem, Vito a conhecia melhor e sabia que um confronto tão cedo com a minha rainha poderia ser ruim para seus planos, o qual eu sinceramente não imaginava o que fosse, mas acreditava ter vínculo com os supostos boatos que ouvimos dos viajantes que encontramos em nossa jornada até Elrond. Ao que parecia, Arkanum já não era tão segura...

O relógio já apontava pouco mais de onze horas da noite e todos já haviam se recolhido aos seus aposentos, exceto a minha esposa. Tinha quase certeza que estava perambulando pelo castelo, com a esperança de encontrar seu irmão a qualquer momento e acertar suas contas, o que de certa forma me preocupava, por isso, não perdi tempo em procura-la, afinal, não queria que encontrasse seu irmão de cabeça quente e criasse um tumulto. Amanda devia sim ter suas explicações e acreditava que meu cunhado faria isso no momento certo, por isso, cabia a mim fazer o papel de esposo e conselheiro da rainha e ajudá-la a tomar a melhor decisão possível.

Embora já se fizesse dois dias de nossa chegada e certamente àquela altura minha esposa já tivesse encontrado o seu irmão, ainda sabia que muita coisa a preocupava. O baile estava próximo e talvez alguma coisa vinda da líder dos rebeldes havia a atormentado naquela noite, sem falar no veneno que escorria dos lábios de Penélope St Johson, a qual fazia questão de lembrar a minha esposa que seu irmão agia de forma estranha, que o fato de Katherine estar em Elrond era o sinal de que o vampiro não confiava na rainha do Norte e que provavelmente começava a dar indícios de que tornar-se-ia favorável a dividir Arkanatus em dois reinos, colocando a vampira anciã em igualdade com os outros reis, o que certamente feriria o tratado de Arkanum, onde nada de tamanha importância como a criação de um novo reino poderia acontecer sem o consentimento do Conselho Real, o que para ser bem franco, já fazia a muito tempo que não existia, tendo em vista que já havia anos que não acontecia um encontro entre todos os reis e rainhas de Arkanum.

O baile aconteceria no dia seguinte, o que consequentemente significava que a primavera estava cada vez mais próxima. Porém, isso não impedia que o dia fosse gelado, que a noite me causasse arrepios. Desde que havíamos chegado a Elrond, o castelo encontrava-se em uma violenta tempestade, o que fazia com que todos estivessem preocupados, uma vez que o reino dos Elfos ainda não se encontrava no castelo místico e já tinha dias que não se havia mais notícias dos mesmos. Ao que ouvia escutado, Vito já se preparava para sair com suas tropas em busca da comitiva de Alexandra e que a demora dos elfos o preocupava de uma forma incomum pelo que eu conhecia dele, o que também fez com minha esposa torna-se ainda mais preocupada e desejosa por respostas do seu irmão. Afinal, o que existia no lado de fora de Elrond? O que tanto preocupava o Guardião de Elrond?

Após vagar por muito tempo, finalmente encontrei a minha esposa na sala de jantar. Amanda encarava a janela, como se procurasse por algo. A sala era espaçosa, mas como eu já havia mencionado, estava vazia. Tomei a liberdade de trancar a porta, precisava ter uma conversa com a minha esposa, embora, devo admitir que ver aquelas curvas magnificas havia me despertado outros desejos. Se nunca me canso? Com Amanda nunca.... Não importa quantos séculos se passem, sempre vou desejar a minha esposa a toda hora e a todo momento. Seja em dias de paz, ou em dias de guerra. Amanda Vladisk sempre será a rainha do meu coração.

Sorrateiramente aproximei-me da vampira, envolvendo sua cintura com minhas mãos fortes e colando meu corpo ao seu, adorava sentir o seu calor. Seus lábios foram de encontro ao seu pescoço, em um beijo carinhoso, fazendo com que cada parte do corpo da morena se arrepiasse. –  Te procurei por todo o castelo... – sussurrei em seu ouvido, dando uma mordida suave na ponta de sua orelha e colando a lateral de nossos rostos, deixando que meus olhos finalmente se encontrassem coma paisagem gélida que se desenhava no outro lado da janela. – Aconteceu alguma coisa? – questionei, fazendo caricias provocativas na cintura de minha esposa, ainda mantendo nossos corpos unidos, em um abraço reconfortante e aquecido por nosso amor.




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Re: But your innocence is mine

Mensagem por Mandy Vladisk em 6/7/2016, 00:20

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Sentia-se tão estranha ao estar ali em Elrond. Ao mesmo tempo em que se sentia em casa, já que nascera e vivera por muitos anos ali, conhecia cada canto do lugar, poderia vagar pelo local com os olhos fechados e nunca iria se perder; por outro lado sentia-se deslocada. Arkanatus era a sua nova casa, era onde estava o seu povo e o seu coração. Suas sensações contraditórias estavam começando a sufocar Amanda.

Queria ir embora dali com o seu marido e voltarem para onde não deveriam ter saído. Do que adiantaria estarem ali? Sim, sim. Ela já sabia. Trevas, guerra, sangue. Tudo estava vindo e blablabla. Por isso mesmo não poderia mais gastar o seu tempo em uma terra que não era sua. Precisava voltar e lutar por sua casa.

Não havia do que reclamar no quesito hospitalidade, mesmo com as atitudes ranzinzas de seu irmão que fazia com que Amanda quisesse chutá-lo o céu. Infelizmente nem todos os hóspedes sabiam ser educados. Se dependesse da vampira, apenas a família estaria ali; bem, isso obviamente não dependia dela. Só lhe restava ter forças e não arrancar a cabeça de ninguém.

Estava irritada não apenas por causa de sua tia, mas os Johson sabiam ser desagradáveis ao extremo e Mandy sabia que eles sentiam prazer em serem detestáveis. Mais uma das coisas que deveia agradecer ao seu amado irmão que mais uma vez fazia as coisas simplesmente porque lhe dava na telha. Já estava desistindo de bater de frente com Vito. Ele era teimoso como uma mula, as coisas sempre tinham que ser do jeito dele. Revirou os olhos ao pensar no homem. Ao menos ele nascera homem, nem queria imaginar o quão insuportável ele seria caso tivesse nascido mulher. Cheio de histeria e vontades.

Suspirou. Era tudo o que podia fazer no momento. Serviu-se de uma taça de vinho, tomando tudo de uma única vez e seguiu para a janela, de onde tentava observar o que acontecia do lado de fora. Estava escuro e o clima também não ajudava, mas qualquer coisa era melhor do que ter que aturar todas as pessoas que estavam ali.  Porque se sentia tão irritadiça? Parecia que iria explodir a qualquer momento. Queria gritar e quebrar alguma coisa.

Fechou os olhos e respirou fundo. O grande estresse e todas as preocupações que rondavam sua mente estavam deixando sua fome em proporções gigantescas, precisava se controlar antes que fizesse alguma coisa. Como servir Penélope aos cães ou até mesmo raspar a cabeça de sua adorável na calada da noite.

Ainda de olhos fechados sorriu. Conhecia o som daqueles passos à distância e quando a pessoa adentrou o recinto, sua presença tornou-se ainda mais forte. O aroma do homem preenchia a sala e Amanda abriu os olhos, embora não tenha se movido. Achava graça a forma como ele constantemente tentava surpreende-la mesmo que a mulher tivesse os sentidos aguçados.

Repousou suas mãos nas mãos de seu marido, agradecendo por ele estar ali. No final do dia, era sempre Charles que ia ao seu encontro. – Não é nada que você já não tenha conhecimento, meu querido. – Apoiou a cabeça no ombro do homem e sorriu-lhe docemente.

Charles era a constante em sua vida. Tudo o que Amanda conhecia e tinha certeza, por mais tempestuosa que fosse a situação. – Vim aqui apenas para relaxar. – A verdade é que sua família nunca a encontrava ali. O local servia mais para... Encontros. Ou era então onde as mulheres vinham tecer, como Amanda nunca tivera muita paciência para os afazeres domésticos, ninguém imaginava que ela estaria ali. Era o seu pequeno refúgio dentro do castelo.

– Ok. Eu admito. – Suspirou e fingiu que estava se entregando, como se tivesse feito algo muito errado. Sabia que estavam sozinhos, mas isso não lhe impediu de olhar em volta e diminuir o seu tom enquanto falava. – Queria voar naquelas dissimuladas e arrancar seus olhos! E fazer Vito comer! Porque, bem, talvez ele mereça um pouco. E talvez porque eu estou um pouco irritada. – Não acrescentou que vivia irritada nos últimos tempos.

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Re: But your innocence is mine

Mensagem por Charles Smith Dublin em 6/7/2016, 16:49





Lobos e Vampiros – Capítulo  2


Não era difícil perceber que as coisas estavam estranhas naquele majestoso castelo.  Mesmo que o clima fosse propicio para festa e a primavera chegasse, trazendo sempre consigo o vento das boas novas. Nem mesmo a reunião das famílias reais de Arkanum era capaz de amenizar todo aquele clima intenso que pairava no ar. Àquela altura, já era obvio que Vito sabia de alguns acontecimentos e se havia compartilhado com minha esposa, bem, ela ainda não havia me falado. Mas, como um bom general de guerra, sabia bem dos passos de meus inimigos e os boatos que eram levados pelos corvos não eram dos melhores. Ao que parecia, Arkanum estava sobre ataque.

Claro que o jantar não havia sido nada confortável, afinal, os Johsons sabem muito bem como mostrarem as mil maneiras de se portar quando hospedes. Não gostava daquela situação, nunca fui um homem de festas e sociável, porém, como marido de Amanda, rainha do Norte, tinha como missão acompanha-la nestas ocasiões, para que pudesse sempre a aconselhar da melhor maneira possível.

Minhas mãos percorreram pela cintura delineada de minha esposa e logo seu perfume embriagante invadiu minhas narinas. Senti o toque quente de suas mãos e logo meus lábios tocaram seu pescoço, de forma carinhosa, cheia de amor. Apertei seu corpo contra o meu e sorri com suas palavras, estava com raiva e isso apenas me fazia a achar ainda mais bonita. Adorava aquela mulher e ela era o centro de minha vida.

. – Ainda tentando desvendar os mistérios de seu irmão? – disse de forma serena, sentindo a morena apoiar sua cabeça em meu ombro, deixando que minha mão destra tomasse seu rosto em mais um carinho apaixonado... – Conhece Vito, sabe que tudo é em seu tempo... – comentei, esperançoso que a rainha dos vampiros se livrasse daquelas preocupações e passasse a aproveitar a estadia em seu, ou melhor, em nosso antigo lar. Afinal, nunca é demais relembrar os tempos de mocidade... – Foi uma decisão sábia... – disse quando respondeu algo sobre está ali para relaxar... – Posso te ajudar em algo?

Não foi nada fácil esconder o meu sorriso com as palavras de minha esposa. A frase era divertida e confesso que não ligaria se ela tivesse feito sua vontade, quem sabe assim eu não teria uma desculpa para dar uma, ou duas espetadas no ranhoso do August. Mas, claro que não poderia deixar que Mandy percebesse que havia achado graça de suas palavras. Embora fosse uma verdadeira filha da guerra, a rainha do Norte era sensível e poderia ter seu humor alterado facilmente... – Que bom que não fez... Afinal, ter rebeldes e humanos como inimigos nos obrigaria a aumentar em muito nossos gastos com a guerra... – disse de forma sensata, deslizando meus dedos pelos lábios da vampira, em um gesto sensual e apaixonado... – Mas devo admitir que algo em Arkanum me faz se lembrar do dia da grande guerra... É como se ainda sentisse este chão imaculado com o sangue que fora derramado na guerra... – admiti, deixando que ela pudesse perceber toda minha preocupação, além é claro do que estava sentindo. Elrond não poderia cair.... Pois, se caísse, toda Arkanum seria tomada pelas trevas...




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Re: But your innocence is mine

Mensagem por Mandy Vladisk em 8/7/2016, 21:37

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Revirou os olhos. Como se os rebeldes já não fossem seus inimigos diretos e quem se importava com humanos inescrupulosos como o August? Seria um favor ao mundo acabar de uma vez por todas com ele e com a sua linhagem. Sem mencionar que, com sua agilidade, velocidade e tudo o que uma vampira com Mandy possuía... Seria fácil acabar com vida de um humano. Afinal de contas, a vida era uma coisinha tão... Frágil.

Não custaria muito acrescentá-los a sua pequena lista de pessoas que deveriam morrer. Fez uma pequena careta. Essa sua lista - que existia apenas em sua mente, até porque não dava para colocá-la em um papel já que alguém poderia achá-la - crescia cada vez mais. Isso deveria ser assustador, mas sinceramente? Isso não piorava em nada o humor de Amanda. As vezes até mesmo ajudava, vez ou outra a mulher sentia saudade da euforia de uma batalha.

Um arrepio percorreu o seu corpo. Não gostava de se lembrar daquela Guerra e todas as perdas que tivera. Não conseguia imaginar o fardo que Vito tinha que carregar desde então, ter duas almas, duas essências tão diferentes em um corpo só. Não era a toa que seu irmão se tornara tão estranho. Distante. Como culpá-lo. Ela era a mais velha. Aquele fardo deveria ter sido seu e de mais ninguém.

– Eu tenho medo que isso volte a se repetir. – Confessou num murmúrio. Ela era a Rainha. Deveria ser a mais corajosa de todas, inabalável, sabia disso, mas não conseguia, não com todos os sinais dos últimos tempos. – E se não conseguirmos nos salvar como antes? – O que Amanda realmente queria dizer era E se eu perder você? Mas manteve as palavras para si.

Uma coisa era perder um primo de quarto grau, um vizinho, um conhecido desde a infância. Mas perder a pessoa por quem o seu coração batia? Por quem o seu sangue corria em suas veias, ilumina o seu dia e sanava as dúvidas? A mulher não conseguiria suportar tal perda. Charles era o que a mantinha na linha e conservava os seus pensamentos saudáveis. Sem ele... Bem, sem ele a mulher se tornaria uma segunda Katherine.

– Nem é necessário ter clarividência como Alexandra para saber que os dias que se aproximam serão cada vez mais sombrios. – A última conversa que tivera com seu irmão, em seu escritório, ainda rondava a mente da vampira. Agora sabia o que tanto o atormentava, compreendia que no fundo ele tinha medo de causar a destruição de sua própria família. Agradeceu aos céus por não ter filho algum. Como iria para a guerra se a sua cabeça estaria em outro lugar? Estaria constantemente se preocupando com sua segurança e acabaria perdendo o foco da batalha e isso com certeza iria lhe custar a vida.

Por mais que tentasse, nem conseguia supor como seria viver com essa preocupação. Relembrar a conversa com Vito fez com que a mulher percebesse que ainda não a tinha mencionado com Charles. Franziu a testa. Isso era estranho. Ele era o primeiro a saber de tudo, como ainda não havia lhe dito nada? Mas também, até onde poderia dizer?

Virou-se para o marido e mordeu o lábio inferior, um tanto quanto indecisa. – Charles, eu sei que você e meu irmão se dão bem até de mais as vezes. – Era uma pessoa sortuda por ter o seu grande amor amigo de seu irmão, mas geralmente esse fato a irritava, pois eles conseguiam fazer um complô contra a vampira. Algo como Todos contra Amanda. – Mas eu preciso saber se você seria capaz de colocar essa amizade de lado caso fosse necessário.

Essa era uma das coisas que aprendera quando ainda era muito nova. Você não poderia hesitar em uma luta. Era a sua vida em jogo. E sabia que as vezes era difícil não evitar quando você se via lutando contra alguém que conhecia.




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Re: But your innocence is mine

Mensagem por Charles Smith Dublin em 24/7/2016, 12:18





Lobos e Vampiros – Capítulo  3


Eu conhecia muito bem Amanda para saber que ela não estava em seu melhor dia. Sua expressão pensativa me mostrava o quanto estava preocupada, o quanto não conseguia apreciar aquele momento que estávamos sós. Apertei-a em meus braços e respirei fundo, sussurrando palavras carinhosas em seu ouvido, algumas até que pervertidas. Mas, no final eu sabia que ela estava com a cabeça em uma suposta guerra que parecia se formar, em uma batalha que não sabíamos se éramos capazes de vencer.

– Não sei o que te dizer... Mas acho que já voltou a se repetir... – disse, recordando-me dos relatórios que haviam sido me entregues. Era impossível negar, mas aquelas descrições e traços eram de legítimos Cavaleiros Negros. – Se eles voltarem... Nós os venceremos também... – sussurrei, trazendo-a para mais junto de mim, deslizando meus dedos por seus cabelos negros, buscando olhá-la nos olhos.

– Tem razão... Mas sabemos que Vito não esperaria o exército deles se erguer... Seu irmão não faz o tipo que senta em seu trono e aguarda o inimigo... – respondi de forma serena, tentando tranquilizar o coração da minha amada esposa. Tomei seus lábios em um beijo suave e me afastei um pouco, de modo que pudesse olhar em seus olhos. – E quanto ao nosso reino... Se preciso, daria a minha vida para o proteger... E até mesmo após a morte, estarei ao seu lado... cuidando de você...

Amanda certamente sabia de alguma coisa que eu não, o que me deixava ainda mais preocupado. Encarei a lua por alguns segundos e voltei a encarar os olhos claros de minha esposa. Estava surpreso com sua pergunta, jamais havia esperado ouvir algo deste tipo. Muitos eram as pessoas que tinham Vito como um herdeiro da força das trevas, mas fora Mandy que na grande maioria das vezes o defendeu. Algo estava fora do lugar e isso atiçava meus extintos mais selvagens, o que fazia com que eu ficasse muito preocupado.

– Se isso representasse te proteger... Sim... Colocaria está amizade de lado, mesmo que isso partisse meu coração... – respondi, segurando suas mãos, olhando com paixão em seus olhos. – Você sempre estará em primeiro lugar em minha vida... – Completei, desviando o lugar em seguida para a direção da lua. O motivo? Não importava o quão habilidoso eu fosse... Sempre saberia o quanto Vladisk era mais poderoso do que eu... Não tinha certeza se o venceria nem com cem dos melhores homens do meu exército me ajudando... – Minha rainha, diga-me... Por que me pergunta tal coisa?



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